“Infeliz aquele que não expõe o coração com medo de arranhá-lo. Miserável eu diria.
Esse órgão vital foi feito para ser malhado, rasgado, costurado, quebrado. Damos o nome de experiência de vida a esse processo.
Nosso coração não é nosso. O temos para doar aos que julgamos merecedores. E então vamos doando partes dele. Alguns pequenos fragmentos, algumas lascas, alguns nacos.
E também somos agraciados com doações de outros, miscigenando essa bomba pulsante.
Há os que doam demais e a recíproca não é verdadeira. Lacunas são criadas, onde o vento passa causando um frio, um desconforto.
Há também aqueles que são receptores e pouco doam… ou nada doam. Coração fica pesado, mutante com várias partes iguais, subutilizadas.
Feliz aquele que independente das marcas e cicatrizes encontra aquele alguém onde a doação é total, de tal maneira que dois corações realizam a mais perfeita simbiose. E se regeneram, se curam, se renovam.
E essa metamorfose só é possível se você expõe seu coração.
Hoje pode doer. Mas vale cada gota de sangue, suor, lágrima…
Não seja covarde.
DOA-SE!
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